Quem é o líder da transformação?

Quem é o líder da transformação?

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  • 10 de julho de 2017

Acredito que você já deve ter percebido que temos focado bastante em transformação digital e importância que ela já está desempenhando nos resultados das empresas hoje.

Profissionais que acreditam que a influência que a tecnologia traz é apenas uma moda passageira estão inevitavelmente fadados ao fracasso. Empresas também, tenham elas o tamanho que tiverem!

Mas estar alinhado ou preparado para transformação envolve muito mais que atividades pontuais ou adoção de tecnologias emergentes. Envolve comprometimento, dedicação, foco e uma mudança profunda sobre a sua forma de pensar e agir – ela precisa ser real e estar disseminada entre todos os colaboradores.

Mesmo o acesso à melhor tecnologia não garante o sucesso digital. Segundo o relatório ‘Global Human Capital Trends 2017’, da consultoria Deloitte, a tecnologia é essencial, mas somente se estiver imersa e voltada para atender o capital humano.

A forma como as organizações de alto desempenho operam hoje é completamente diferente da forma como operavam há 10 anos. Mas ainda é comum ver empresas, e profissionais, trabalhando com base em modelos organizacionais e culturais de 100 anos ou mais, engessados por processos, procedimentos e atitudes que precisam ser descartados antes que mudanças verdadeiras possam se concretizar.

Um reflexo disso veio no próprio relatório da Deloitte: apenas 11% das empresas entrevistadas acreditam saber como construir uma organização do futuro.

Tendências para o capital humano em 2017

Tendências para o capital humano em 2017. Fonte.

Mas a resposta é muito mais simples do que se imagina: criar e estimular líderes que abracem e toquem essa transformação. Empresas que alinham de perto e empoderam seus talentos junto com as estratégias de negócios são mais propensas a realizar e alcançar mais. Ou seja, uma estratégia de negócios bem sucedida para uma transformação digital exige uma estratégia abrangente de talentos para completar sua missão.

Como ter uma organização que forma líderes

A grande diferença hoje é enxergar qual é o verdadeiro valor que a sua empresa vai entregar para o seu público. O que isso significa? Simples: imagine que você tenha uma empresa que faz tênis de corrida.

Seu produto pode ser essa peça, mas o valor que você vai entregar é muito mais que um solado anatômico e um design inovador; é o conforto e qualidade na hora de uma atividade física, a liberdade do atleta em saber que tem o equipamento adequado para alcançar a sua melhor performance. Ter o olhar voltado para o valor é o que trouxe a derrocada e falência da Blockbuster e o sucesso da Netflix.

Para que isso aconteça é preciso fomentar uma gestão bottom-up, com uma estrutura horizontal, sem hierarquias, que permita a experimentação e até o erro (errar rápido, corrigir rápido e acertar mais rápido ainda). Isso significa ter uma gestão aberta a novas ideias e soluções, que respeite e incentive vozes dissonantes. Parafraseando o texto da Lilian, que aborda a importância dos rebeldes:

“Ao contrário do que se possa imaginar, ter colaboradores dissidentes – ou rebeldes, faz bem para a cultura da empresa e para a saúde do negócio. Pessoas não conformistas têm maior habilidade crítica para analisar um cenário, identificar inconsistências nos processos, e propor mudanças inovadoras na forma de fazer as coisas para trazer resultados diferentes – e melhores. No aspecto psicológico, ir contra a multidão nos dá confiança em nossas ações, o que nos faz sentir únicos e envolvidos e se traduz em maior desempenho e maior criatividade”.

Não é mais possível ter medo de mudar ou ficar confortável demais em um mesmo lugar, correndo o risco de repetir os mesmos padrões e problemas, incapaz de acompanhar o mercado e se diferenciar (aproveitando para vender o meu peixe 😍, escrevi um outro conteúdo que colocar o dedo nessa ferida tão amada por tantas empresas, o conformismo).

Esqueça a palavra chefe; foque em mentor

Em um ambiente com uma estrutura bottom-up, que enfatiza a participação para desenvolvimento de todas as habilidades e competências que os profissionais têm a oferecer, não há lugar para o chefe que apenas demanda e não compartilha com outros colaboradores suas decisões.

É preciso focar no líder, o mentor de várias capacidades e, segundo a Endeavor, a figura que representa a paixão, a vontade e os valores da companhia no seu modo de trabalhar e tocar a gestão do negócio, se tornando motivo de inspiração e um verdadeiro exemplo para todos na empresa.

Líderes digitais são essencialmente inovadores capazes de mudar os negócios onde estão inseridos. Confira 9 pontos que os líderes da transformação fazem de diferente de chefes dentro do cenário onde atuam:

  1. Cultivam uma cultura dinâmica, orgânica e em constante evolução;
  2. Integram sua estratégia digital com a estratégia geral da empresa, gerando sinergia entre todas as suas ações;
  3. Contratam outros líderes para serem também agentes de mudança, atraindo, envolvendo e retendo talentos pelo seu foco digital;
  4. Aspiram ser e fazer mais – novamente, buscam pensar além do nível dos produtos e serviços atuais, e focam no valor que podem oferecer para o mercado;
  5. Quebram barreiras departamentais, integrando equipes e criando objetivos e responsabilidades compartilhados (TI e RH passam a ter um papel muito mais pungente em relação aos resultados);
  6. Investem na inovação por enxergarem nela um ativo essencial para estar em consonância com as necessidades de um público cada vez mais mutável;
  7. Eles controlam suas decisões baseadas em dados reais, principalmente quando voltados para o Customer Intelligence (tem um conteúdo que escrevemos para a Zendesk que fala exatamente sobre como a transformação digital influencia no CI);
  8. São mais ativos e propositivos – não esperam que uma demanda se forme e chegue até eles para agir;
  9. Os verdadeiros líderes da transformação abraçam e aspiram a “congruência digital”, ou seja, procuram alinhar cultura, pessoas, estrutura e tarefas, além da estratégia da empresa e os desafios de uma paisagem digital em constante mudança.

Sei que para muitos isso pode parecer utópico, mas a liderança na transformação digital é crucial para a perenidade de qualquer negócio (e para manter o seu diferencial perante um mercado que não para de crescer, se diversificar e mudar).

Mas respondendo a pergunta do título: o líder da transformação pode ser você! Basta acreditar e trabalhar em prol do desenvolvimento das habilidades, cultura e mentalidades necessárias para implantar uma mudança que atinja o modo de ser da sua empresa, e o seu próprio.

Agora, se você já está nesse caminho, finalizo com uma última dica, na verdade, mais um ponto de reflexão: Quantas planilhas você baixou no verão passado e nunca usou? Ou traduzindo:

Quais atitudes você está tendo no seu dia a dia para ser um profissional diferente?

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Lilian Rios

Fale com a Lilian Rios

Especialista Inbound Marketing

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