Não case com os seus processos, eles não são eternos

Não case com os seus processos, eles não são eternos

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  • 28 de agosto de 2017

O que deve permanecer: a empresa e as pessoas, ou os processos?

A existência de algo ao longo do tempo – ou seja, a sua permanência -, de relações, grupos, uma casa ou uma empresa, passa pela manutenção delas. Aquilo que não é cuidado perece. A garantia nunca está dada, é necessário que esforços sejam somados e ações sejam direcionadas para esse fim. Poucas coisas na natureza têm a capacidade de assegurar sua permanência sem que necessitem de cuidado.

Uma árvore que vive em um habitat sem interferência se adapta aos ciclos de chuva e seca daquele ambiente e sobrevive com o que está disponível a sua volta, se auto regulando. Um fato: pessoas e empresas não são árvores – as árvores não somos nozes 😉

Mesmo as relações mais elementares se esvaem sem cuidado. Você pode amar muito seus pais, mas se a sua vida se configura de maneira onde a manutenção dessa relação não seja possível, a relevância dessas pessoas na sua vida vai sendo reduzida.

A pergunta aqui é: que cuidado é esse?

O cuidado de saber que a única coisa consistente é a mudança. Não a mudança por si só, mas porque naturalmente e evolutivamente (organismo e psiquismo) se modificam. Se, como falei no artigo anterior, os processos existem para responder a maneira como pensamos, como imaginar um processo ‘eterno’ que atenderia a diferentes maneiras de pensar ao longo do tempo?

Se as possibilidade de se constituir sujeito se alteram no tempo e no lugar conforme a cultura – e por isso temos essas nomenclaturas de gerações ‘x, y e z’ -, que dirá o processo de faturamento de contas!

Por isso, sem dor no coração (ou na consciência, ou no bolso), se existe algum entrave e você enxerga que ele está nos seus processos: MUDE! E mude rápido, porque dói menos a criação de um processo e a adaptação ao novo, do que tempos depois perceber que você não é mais capaz de corresponder à novas demandas. E elas sempre chegam.

Quando é hora de mudar um processo?

Você pode, e deve, perguntar: E como eu sei que está na hora de mudar? A resposta é: Quando algo dói, quando incomoda!

No melhor dos mundos, esse incomodo nem chega a ficar grande. No melhor dos mundos, você está antenado com boa parte daquilo que acontece à sua volta e consegue imaginar cenários possíveis e repensar processos para que atendam a novas demandas enquanto elas estão a caminho, e não só reagir a elas.

(O Felipe escreveu um artigo bem legal sobre o assunto: Refação x Entregas Melhores: o que os processos têm a ver com o seu número )

Mas ter atenção é importante, pois mudar não é copiar um modelo pronto que alguém construiu para atender às próprias necessidades. É saudável saber o que existe por aí, quais as melhores ferramentas e processos, mas mudar é saber isso, levar pra casa/empresa e refletir.

Quais são os pontos de convergência? Como isso se aplica aqui, no meu dia-a-dia e nas minhas dores? Não ter que começar algo do zero ajuda muito, mas nada do que está por aí foi construído para você, isso só você pode fazer.

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Lilian Rios

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Especialista Inbound Marketing

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