Planeje a sua apresentação com os códigos da linguagem visual

Planeje a sua apresentação com os códigos da linguagem visual

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  • 31 de março de 2015

Inúmeros elementos contam na hora de apresentar uma proposta visual, seja um site, um logo, ou uma apresentação em powerpoint, tudo está sujeito as mesmas leis que moldam o espaço visual. Ignorar esses códigos da linguagem visual resultará em desastre. Você pode ignorar a lei da gravidade, mesmo assim ela vai te atingir de jeito se você pular de um prédio.

Os códigos visuais são tão antigos quanto a passagem do homem pela Terra, isso significa que interpretar cores e formas podia indicar a diferença entre viver, ou morrer para o homem primitivo. A cor vermelha, por exemplo, não é associada à ação, ao perigo, e à atenção à toa, o vermelho vivo do sangue imediatamente indicava que algo estava acontecendo (uma briga em que alguém estava sangrando, ou o abatimento da caça); o fogo com os seus tons avermelhados podia ser uma ameaça caso não fosse domado.

Hoje em nossa sociedade informatizada, atribuímos novas interpretamos às cores, formas, e sensações, embora haja um inconsciente que nos liga aos antigos códigos visuais que simplesmente apontam: “há algo muito errado com essa imagem!”

Priorizar a informação – o que é mais importante?

O nascimento de vênus

O pilar de toda apresentação visual é a hierarquia. Ou seja, toda informação deve ser transmitida a partir de um eixo central que representa o mais importante dentro daquilo que desejamos comunicar. Os elementos secundários geralmente “flutuam” ao redor do principal, estabilizando-o e ressaltando o seu valor e complementando a informação principal. No quadro “O nascimento de Vênus” de Sandro Botticelli, por exemplo, podemos observar que as flores, a concha e a deusa da primavera que estende o seu manto, contribuem para ressaltar a figura principal:  Vênus.

Organização de elementos em um espaço

Pafrões irregulares

Gestalt, ou psicologia da forma, pode ser encarada como a “maneira como o nosso cérebro interpreta estímulos visuais dentro de um contexto”. Ela vem sendo utilizada por artistas e psicólogos e basicamente diz que o nosso cérebro sempre busca a “ordem” utilizando pequenas partes para compreender o todo. Elementos que estão muito próximos, ou são semelhantes, tendem a se agrupar entre si; nossa mente também completará, e fechará elementos incompletos.

Se o nosso cérebro é bom para observar padrões, ele também é excelente em perceber o que está fora dele. Ao estruturar a informação certifique-se de que as margens sejam proporcionais, que a distância entre os itens seja adequada, e de que tudo esteja dentro do padrão estrutural que você criou (lembra da hierarquia visual?).

Fontes- Encaixando caracteres no projeto

Escolha da fonte

Escolher dentre as fontes disponíveis para um projeto parece ser uma tarefa fácil, mas existem fatores a serem levados em consideração, sendo o primeiro a estética e a adequação da fonte à sua proposta. Uma fonte fantasia no estilo medieval não seria adequada para um artigo cientifico sobre física quântica, mas se encaixaria muito bem para fazer parte de um logotipo de um jogo de Rpg.

Fontes cursivas são belas e simulam o movimento orgânico e natural que a mão faz ao escrever, entretanto são cansativas aos olhos. Fontes muito ornamentadas também não podem ser utilizas em textos corridos, pois sobrecarregam a visão. Achar o equilíbrio entre o tamanho da fonte é algo necessário, e tudo vai depender da quantidade de informação que deve ser passada.

Cores- As sensações que queremos transmitir

Influência das cores

As cores falam muito da identidade de um projeto visual, e antes que possamos consultar a lista de significados que cada uma possui, é necessário compreender que quando combinamos mais de uma cor geramos uma sensação bem diferente. Amarelo e vermelho, transmitem urgência, e energia; enquanto amarelo e azul, infantilidade e sutileza, ou seja, dois resultados totalmente diferentes utilizando o amarelo como base. Na dúvida, teste várias combinações para decidir qual delas se encaixa melhor ao projeto.

Formas que queremos atribuir

Retas e curvas

Basicamente formas retas sugerem formalidade e sobriedade, e formas circulares e redondas criatividade, e despojamento. O ideal é sempre equilibrar as duas formas afim de guiar o olho observador para pontos estratégicos da página.

Definindo o certo e o errado

Para definir o certo e o “errado” visualize a sua composição, se houver a sensação que há algo estranho, verifique os alinhamentos, as cores, e se tudo está legível. Lapide a sua obra até que obtenha o melhor dela. Os códigos visuais podem ser um bom guia nessa empreitada.

Você tem algum truque para incrementar as apresentações? Compartilhe conosco no campo dos comentários!

 

 

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Lilian Rios

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Especialista Inbound Marketing

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