Porque a governança corporativa implica o sucesso da transformação digital?

Porque a governança corporativa implica o sucesso da transformação digital?

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  • 6 de Março de 2017

Ferramentas de gestão podem e devem assumir papéis estratégicos em ambientes que querem valer-se de inovação e crescimento, principalmente em um tema ainda pouco compreendido como a transformação digital (e que tem uma direta ligação com a governança corporativa).

Acontece que a origem dessa transformação está justamente na ruptura de modelos tradicionais, impulsionada pela natureza com a qual as coisas aconteciam no início da internet. Ou seja, o caos do novo provocou mudanças significativas no modo como fazemos o que fazemos hoje em dia – a chamada ruptura – e o que diferenciará empresas amadoras de empresas profissionais será a capacidade de convergir o uso destas ferramentas de gestão com a nativa capacidade disruptiva das gerações atuais.

Mas Edu, qual é a relação disto com a governança corporativa? É sobre isso que falaremos ao longo deste artigo.

O que é a governança corporativa?

De que modo você e sua diretoria tomam as decisões na sua empresa? É dada autonomia às pessoas para que estas liderem e executem projetos que possam mover sua empresa rumo aos objetivos estabelecidos de forma eficiente?

Pode parecer contraditório falar de regras em um ambiente que vem quebrando muitas delas, mas é justamente com elas, propostas pela governança corporativa, que tornaremos mais propício ao sucesso o ambiente que precisamos para a tão desejada transformação digital.

Como bem explicado no artigo sobre governança corporativa, publicado pela Endeavor, ela opera diretamente na clareza e organização da tomada de decisões, dando mais agilidade, transparência e autonomia às atividades da empresa, independente do seu tamanho.

“Crescer com governança corporativa, entre outras coisas, significa aprimorar os processos de administração da empresa. Isso se aplica a tomadas de decisão estratégicas, como iniciar um novo projeto, até contextos de impasse entre sócios e diretoria.”Fonte.

Muitas vezes, uma empresa deixa de crescer e de tomar boas decisões devido à resistência de seus sócios em flexibilizarem seus negócios, em acompanhar as tendências do mercado e em manter um controle mais efetivo do quadro de equipes e funcionários sob sua responsabilidade. Isso prejudica as chances de sobrevivência da empresa, além de diminuir sua eficiência administrativa.

O que é a transformação digital?

Há diferentes respostas para essa pergunta, contudo, dentro do âmbito corporativo, vamos nos ater ao que ela representa e como ela vem impactando a vida das pessoas. A transformação digital é a vasta e rápida mudança na maneira como as empresas pensam suas atividades, tais como processos, competências e modelo de negócios.

Essa transformação acontece – ou deveria acontecer – para que seja possível aproveitar integralmente as mudanças e oportunidades (atuais e futuras) que as tecnologias digitais trouxeram e, então, preparar a sua empresa para lidar de forma estratégica e priorizada com essas mudanças.

Para um entendimento mais profundo sobre essa transformação eu te convido a ler o artigo que escrevi recentemente: “Ser digital não é ser tecnológico“, onde a intenção é tirar a tecnologia como protagonista dessa transformação e colocar as pessoas como seu ponto central.

Qual é o elo entre a governança corporativa e o sucesso da transformação digital – e qual a importância disto?

Se ter uma governança corporativa instituída traz mais agilidade, transparência e autonomia, é justamente aqui que mora a intersecção com a cultura digital de uma empresa, onde a mentalidade – nutrida pelo empoderamento e pela agilidade –  pode ser considerada o grande elo entre essa indispensável ferramenta de gestão e o sucesso dessa transformação. E por que a governança corporativa implica o sucesso da transformação digital?

Muitas vezes o time pode ser um tanto um facilitador quanto um entrave. Implementar práticas de governança corporativa pode te dar uma grande vantagem competitiva e esta é, por sua vez, também, um elemento necessário em uma empresa que deseja estar preparada digitalmente.

Isso acontece porque você precisará que todos na empresa comprem a “ideia” de ser digital e nada melhor que um sistema em que os primeiros passos desse processo não sejam mitigados por falta de entendimento e clareza dos papéis. Afinal, com transparência e accountability é muito mais fácil dar autonomia às pessoas para que elas façam do digital o modo de ser de uma empresa.

Pessoas: o verdadeiro e indiscutível fio condutor

Como dito, pessoas são, incessantemente, uma das barreiras mais resistentes à mudança. Não que isso seja proposital, elas simplesmente não reconhecem – ou mesmo percebem – a mudança como algo possível e muitas vezes a principal resposta, quando um novo conceito ou proposta são colocados em discussão, é que isso foi tentado no passado e não deu certo.

Ou seja, não importa que agora as circunstâncias sejam outras, ou que talvez uma nova abordagem possa gerar um resultado diferente, pois na mente de alguém que resiste às mudanças a luta já está perdida. Esse tipo de comportamento gera um impacto muito negativo dentro de uma empresa que deseja crescer e romper as barreiras da sua estrutura organizacional – neutralizando o sucesso de uma estratégia digital.

Você pode até tentar transformar o modo como essas pessoas pensam e agem, motivando-as e fornecendo inúmeras ferramentas de empoderamento que, temporariamente, lhe darão a esperança – e porque não dizer a falsa sensação – de que as coisas estão progredindo. No entanto, às vezes a situação é tão crítica que você tem que removê-la da equipe para a saúde de toda a empresa.

É curioso, mas quando você olha para o produto de uma determinada companhia (design, comunicação, textura, atendimento etc.), você claramente pode ver o retrato de quem o fez. É como se você pudesse enxergar como o escritório parece estar organizado, se há uma estrutura horizontal, se a disposição das mesas e cadeiras é dividida por salas ou baias ou, ainda, o quanto aquela empresa é orientada ao cliente ou à si própria e, mais ainda, o quão envolvidos estão os seus colaboradores com os seus objetivos. Cada produto – ou serviço – é o reflexo de sua própria empresa, sua cultura e seu espaço físico. Observe e tire suas próprias conclusões. Que tal fazer o teste com sua própria empresa? ;)

Como dar o primeiro passo na construção de uma cultura orientada ao digital?

Toda e qualquer mudança pode começar por você – atitude é mandatório.

O primeiro passo é entender que a atitude define quem avança e quem estaciona, contudo é preciso ter o entendimento claro da diferença entre empenho e desempenho, para que não se coloque energia naquilo que não trará os resultados dessa transformação que falamos ao longo de todo esse artigo.

Estruturar-se e priorizar aquilo que realmente traz resultados é um fator chave de sucesso, logo, você pode começar respondendo à seguinte pergunta: O que falta para eu começar a gerar resultados a partir do que já sei?

O segundo passo é promover a cultura que faça do digital o padrão para, com isso, instigar as pessoas a raciocinarem e agirem menos burocraticamente, portanto deixe claro o que é este projeto e o que ele representa, como ele será conduzido, onde se espera chegar e, o primordial, crie um compromisso de êxito no resultados, onde o empoderamento dos colaboradores seja levado a sério – aproveitando-se, neste caso, dos notórios benefícios da governança corporativa.

Você não precisa ir necessariamente sozinho – busque parceiros.

Muitas vezes, tornar práticas as ações de transformação digital pode ser um grande desafio, por isso, contar com um parceiro – como a agência WCK, por exemplo – pode ajudar a sua empresa a evitar a necessidade de uma transformação muito abrupta e sem processos.

Como nativos digitais e especialistas da área, a gente sabe como te ajudar atrair os clientes e consumidores desta era digital, compreendendo novas tecnologias, metodologias e mercados e; principalmente, se antecipando diante das melhores práticas – com uma visão que une presente e futuro. Em outras palavras, você deve procurar – se este for o caminho – um parceiro que te ajude a entender como você trabalha quatro pontos-chave. São eles:

  1. Estratégia: Para onde você e sua empresa devem mirar a estratégia digital?
  2. Pessoas: Quais equipes, talentos e habilidades você precisa para chegar lá?
  3. Processos: Como melhorar o desempenho das suas atividades?
  4. Tecnologia: Quais plataformas, software e maneiras de analisar dados são fundamentais para sua empresa?

Com isso em mãos, seja qual for o caminho escolhido por você – enquanto líder -, ser digital não é mais uma questão de escolha, mas sim o que determinará a perenidade da sua empresa no mercado.

Por isso se eu pudesse te dar um conselho, este seria: tire as intenções do papel e comece agir agora mesmo. Depois você me conta como está sendo o seu começo, combinado?

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Lilian Rios

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Especialista Inbound Marketing

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