Gestão de Processos: quem pode resolver o meu problema?

Gestão de Processos: quem pode resolver o meu problema?

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  • 17 de agosto de 2017

Primeira pergunta: de quem é o problema? Quem enxerga e sente a situação como um problema?

Se a resposta for EU, fica na sua mão a resolução. Mas, se para resolver o problema você precisa do auxílio de outras pessoas, então é importante que elas vejam as coisas de maneira próxima a sua, e que olhem no mesmo sentido.

Normalmente esse é o gargalo. Processos não são a grande mágica que tudo resolve e, sim, a maneira como usamos e pensamos eles. Fornecer bons processos para pessoas que não enxergam o caminho até a solução, é como dar uma Ferrari para alguém que não sabe dirigir.

Mas não vale culpabilizar a pessoa que não sabe usar o processo, viu? Se essa pessoa está na empresa, mas ninguém sentou e explicou qual é o sentido deles, achando que por osmose tudo seria compreendido, existe uma falha bem grande.

Ou, se a pessoa entende, mas não vê sentido no que está disponível, a falha provavelmente aconteceu no processo de seleção. Ou ainda, se o grupo, ou uma área inteira, não compreende porque os processos são da maneira que são, a falha provavelmente está na gestão de pessoas (Ou alguém está propondo coisas errôneas e não está sendo hábil em ouvir, ou há também uma falha na seleção de pessoas. Como esse grupo foi formado? Por que não há aderência? O seu RH precisa ter o papel de integrar e extrair o que há de melhor dos profissionais).

Este é um olhar muito meu, que escrevo estas linhas, mas gestão de processos dentro de uma empresa é também gestão de pessoas. Faz parte da base que oferecemos a alguém logo que adentra o grupo, é resultado do quão cuidadoso foi o processo de integração logo após a contratação.

Se as linhas de pensamento que guiam a empresa e os processos estão claras e explícitas desde o princípio, quando você precisar de ajuda para a resolução de um problema financeiro, administrativo, de vendas etc., as pessoas daquela área serão capazes de te auxiliar. Pode ser na execução ou na elaboração de um novo processo, na organização de um processo existente ou na identificação de um gap. Mas é importante que você tenha clareza do que precisa ser resolvido e de que maneira as coisas estão destoando da lógica instituída.

Mas se você estiver em uma empresa em que as pontas têm autonomia para pensar os processos e têm acesso aos resultados do que fazem, existe uma possibilidade que acho bem mais interessante que é: tão logo os resultados não sejam os esperados, eles mesmos irão te informar de que são necessários reajustes e te propor uma solução viável, afinal quem está no dia-a-dia sabe bem o que é possível de ser executado naquela área.

Caberá ao gestor orientar e garantir que as práticas estejam compatíveis com o que é possível para a empresa – pensando as interfaces e analisando as possibilidades -, e não só para uma área específica.

E é com esse pensamento em foco, que você também precisa se questionar: Quem é líder da transformação?

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Lilian Rios

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Especialista Inbound Marketing

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